04/03/2016

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03/11/2015

A‹›SOMBRA


GÊNESIS 3, 2013
ÓLEO SOBRE TELA 110 X 230 CM (DÍPTICO)

FÁBIO BAROLI

23/10/2013

o que se planta não dá

num campo aberto
duas vidas fronteiam
lutando de amor por terra
sem saber o que se planta lá

entre nós há
um entre




19/11/2012

a chuva não dá conta

quando eu começo a esquecer a mangueira ligada no quintal é porque tenho sede de lama

19/04/2012

gone





não é por acaso que as estações de trem são divididas em duas cores por uma linha tão perfeita.




01/02/2012

1%

Quero espaço de improviso sobre esse assunto
Poder errar, acertar,
preferir o erro e perceber que era só teimosia
Virar de cabeça pra baixo e deixar as moedas caírem, pra sair correndo mais leve
Quero mais colherinhas de café na cozinha,
fura-bolos, não indicadores
botões, vários botões

30/01/2012

Imersão


Nome: Paulismo Cunha
Idade: toda a minha vida
Habilidade: fender subjetividades (gosto especial pelas mais difusas)

uma forma humana que
vaga entre austeridade emocional e alteridade carnal
num dia em que
o entre se resume ao espaço físico em que é possível sentir a tua respiração
uma vida
suposta
abrindo
caminho na mata
riscando
a divisa entre o que seria fértil e o que já não presta mais

sem olhar pra trás
ateia fogo

com sua visão imperante sobre o que vale a pena no mundo
nunca sequer pesou qualquer coisa

E continua assim, andando em busca de ser renovado
renovação numa vida que é,
e só
e só essa
e Paulismo Cunha é só,
só esse
só ele


20/01/2012

13/11/2011

Carry Me Home - Apostolic Church of God

Nunca precisei frequentar missas. Quando dormia na casa de algum amigo da escola, desavisada, acordava no domingo achando tudo aquilo muito estranho - pessoal arrumado, café passado, e meus amigos com cara de enterro, mesmo sendo domingo. Eu acompanhava, mesmo com roupa do dia anterior, toda suja de tinta e barro. Lembro de olhar pra cima e sempre ver a cara das senhoras sorrindo amarelo pra mim, perguntando para os outros "filha de quem?", era a menina engraçadinha que acompanhava.
Chegava em casa, meu pai de pijama vendo fórmula 1 e tomando seu clássico nescafé.

04/09/2011

Sarjeta Clandestina

Era pra ser só um quarto vazio (de uma antiga nova morada no Alto da rua XV).
Acontece que esse quarto ainda vazio, pulsante de possibilidade e porvires, deixou um outro quarto vazio.

Vazio desesperançoso.

Sobrou só o carpet - com um cheiro terrível devido ao novo cachorro desobediente.
O cheiro azedo é varrido, em alguns finais de semana, por uma agradável e, ainda assim, agoniante brisa do mar que entra pela janela sem pedir licença.

Na real, brisa é uma palavra muito bonita. Acho que o certo seria Maresia. Aquela mesma que destrói a sua bicicleta na praia. Engraçado que mesmo você ficando chateado quando chega pra temporada e descobre, aquela bicicleta enferrujada rende os melhores momentos da sua vida.

O quarto que está sendo deixado fica um pouco mais interessante quando cai uma vergonhosa lágrima no chão.

E você se pergunta o porquê.
Por que merda eu tô chorando?
O quarto tá vazio e você sabe que já tentou de tudo pra mantê-lo cheio.
Fracasso? Saudade? Medo?

A maresia entra pela janela e faz as cortinas reaparecerem.
A brisa bate na cara e você percebe que acabou de pisar num colar de pedras que saiu misteriosamente de uma das caixas empilhadas no canto.
Tropeça, cai, chora.
Inútil.


O quarto da nova velha casa no alto da XV tem muito futuro.
E você pensa: E daí?